12/08/2014

Conquista Bíblica

O jogo "Conquista Bíblica" já foi lançado e está disponível para ser encomendado!

"Conquista Bíblica" é um jogo de perguntas e respostas sobre a Bíblia. Perguntas sobre reis, profetas, sacerdotes, homens e mulheres, nações, cidades, apóstolos, alimentos, armas, habitações, batalhas, viagens, etc, irão testar os seus conhecimentos e ajudá-lo a conhecer melhor a Palavra de Deus.

Pode vê-lo e, se quiser, encomendá-lo neste link: https://www.thegamecrafter.com/games/conquista-bíblica

Aqui estão algumas imagens do primeiro "test-drive" do jogo:




 
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06/08/2014

Radical e Livre

Radical e Livre é uma iniciativa para criar Jogos de Mesa com caráter bíblico. Ao mesmo tempo que se diverte com a sua família e amigos, pode ficar a conhecer melhor a sua Bíblia, os seus personagens, as suas histórias, etc.

Saiba mais em: http://radicalelivre.conceptus.net/

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Em breve será lançado o primeiro jogo: "Conquista Bíblica"

 











25/07/2014

Batismos 20-07-2014

     No passado dia 20 de julho, pelas 10:00h a Igreja Evangélica Baptista da Praia da Vitória realizou quatro batismos, no Poço da Areia, Praia da Vitória. De acordo com o modelo bíblico, quatro pessoas deram testemunho verbal da sua fé em Jesus Cristo e foram mergulhadas na água – “se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo” - Romanos 10:9.
     A palavra “batismo”, no seu original grego, significa “mergulho”. Batizar alguém não é um simples ritual ou cumprimento de uma tradição. É um ato consciente de testemunho público de fé pessoal. Entendemos que, quando alguém é mergulhado nas águas, está simbolicamente a dizer que já morreu para uma vida antiga. Quando é erguido das águas, afirma que já nasceu de novo para uma nova vida. Acreditamos que podem ser batizadas toda as pessoas que admitem e se arrependem dos seus pecados e creem em Jesus Cristo como seu único e suficiente Salvador. Tal como Filipe disse ao eunuco etíope, depois de lhe apresentar Jesus e deste ter perguntado se poderia ser batizado: “É lícito de crês”. Consulte fotos, vídeos e outras informação em
www.iebpv.org.


02/12/2013

Arrependimento e confissão


O ser humano tem propensão inata para encontrar os seus atributos positivos. É uma questão de sobrevivência. Sem autoestima, sem capacidade de pensarmos bem de nós próprios, não nos moveríamos, nem teríamos confiança para enfrentar a vida e os seus desafios. Mas o pecado corrompeu o coração do homem. De maneira que características como esta foram deturpadas e levam-nos ao limite da idolatria do eu: “Eu sou bom. Por vezes falho, mas ninguém é perfeito. Olho à minha volta e percebo que, afinal, há outros bem piores. Tenho melhorado muito enquanto pessoa. Tenho muito para dar.” Esta atitude reflete-se no relacionamento com Deus: enumeramos os nossos méritos pessoais e ficamos convencidos de que Deus deveria estar muito satisfeito connosco. Sim, afinal, vamos à igreja; cantamos com entusiasmo; de vez em quando oramos; às vezes lemos a Bíblia; e, pasme-se, até contribuímos para a obra. “Deus deve estar muito contente por me ter na sua igreja”, pensamos.
Ao mostrar um povo arrependido, profundamente consciente da sua humilhação, confessando voluntariamente o seu pecado, o capítulo nove de Neemias constitui uma preciosa lição acerca do efeito da Palavra de Deus na perceção que temos acerca de nós próprios. A sequência dos acontecimentos não é fortuita: no capítulo anterior, o povo tinha ouvido atentamente a leitura da Lei. E como nos faz falta esta disciplina espiritual! Estar ligados à Palavra de Deus, genuinamente submissos e sensíveis ao que ela nos diz acerca de Deus e da sua vontade. Tal como Isaías contemplou a glória do Senhor e não pôde senão reconhecer a sua pecaminosidade, precisamos comparar a nossa vida com a perfeição divina, para percebermos quem, na realidade, somos! A justiça dos teus testemunhos é eterna; dá-me inteligência, e viverei.” (Salmos 119:144)
O momento de confissão terá durado, pelo menos, três horas. Essencialmente, quatro elementos fizeram parte desta confissão: as obras de Deus, a natureza de Deus, a resposta humana e as respetivas consequências. O povo relembra sistematicamente as obras grandiosas de Deus, desde a criação, a eleição de Abraão, incluindo situações da vida do povo em que Deus agiu com proteção, libertação, orientação, providência, liberalidade e vitória. Todas estas ações resultam, como também fica claro a partir do texto, da própria natureza de Deus. O povo enumera diversos atributos divinos, como a sua justiça, retidão, bondade, grandeza, soberania, clemência e, pelo menos por seis vezes, a sua misericórdia.
E não fosse a misericórdia divina, tudo estaria perdido, uma vez que a resposta humana a tudo o que Deus é e faz, não vai além de rebeldia, rejeição, desobediência, insubmissão e desprezo. O povo adquiriu consciência de que a razão para não terem sido completa e absolutamente destruídos tinha sido somente a misericórdia de Deus. Nada nas ações humanas poderia justificar a sua mera existência.
Esta é, também, uma realidade que precisamos compreender. Conforme a Palavra diz claramente, a sua misericórdia é mesmo a única razão para não sermos consumidos. É que, ao contrário do que gostamos de pensar, somos naturalmente rebeldes e, por isso, não nos sujeitamos a Deus, não o ouvimos e rejeitamos a sua Palavra. E, quando olhamos para nós à luz da natureza perfeita de Deus, essa perceção fica mais clara. “Deus providencia, mas ainda assim ando ansioso pelo dia de amanhã. Deus perdoa, mas ainda sinto o peso da culpa pelo meu pecado. Deus é justo, mas prefiro tomar a vingança nas minhas próprias mãos. Deus é libertador, mas prefiro resolver os meus problemas com o recurso à mentira e ao engano.”
O quarto elemento – as consequências das nossas ações – é muito importante. Nos versículos finais, lemos acerca de opressão que outros povos infligiram sobre o povo, por causa do seu pecado e transgressão, de maneira que o povo ficou em grande angústia. Quantas angústias temos vivido devido ao nosso pecado? É verdade que nem todas as dificuldades que se abatem sobre nós são resultado direto do nosso pecado. Mas todo o pecado acarreta destruição. Não é possível ter o pecado como um passageiro habitual e esperar que isso não seja arruinador para a nossa vida e para as vidas dos que nos rodeiam. Perceber esta realidade é o primeiro passo para uma vida comprometida com Deus e com a sua vontade. É isto que o povo pretende fazer, ao indicar que será assumido um compromisso público de obediência a Deus: “fizemos uma firme aliança, e o escrevemos; e selaram-no os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes” (versículo 38).
Que o Senhor nos ajude a desenvolver uma consciência clara em relação à nossa necessidade de perdão e que essa consciência resulte em genuíno arrependimento e confissão.

24/11/2013

Reencontro com a Palavra


A cada sete anos, a Lei deveria ser lida integralmente a todo o povo: homens, mulheres, crianças e estrangeiros, nas cidades onde habitavam, deveriam ouvir e aprender a temer o Senhor seu Deus e seguir fielmente todas as palavras da Lei (Cf. Deuteronómio 31:10-13). Contudo, passadas décadas de cativeiro, o cumprimento dessa valiosa cerimónia tinha ficado para trás. Agora estavam de volta a Jerusalém, e os muros da cidade que simbolizava a aliança estabelecida por Deus, reconstruídos. Então, no início do sétimo mês, é o próprio povo que reconhece a pungente falta, pelo que toma a iniciativa de se congregar e de requerer a Esdras que leia o livro da Lei. Este momento, um dos mais emotivos na história do povo de Deus, está relatado no oitavo capítulo de Neemias.
Certamente, este anseio de ouvir a Palavra de Deus era motivado, também, pela impossibilidade de lê-la individualmente. Mas essa não terá sido a única razão. Vejamos. Hoje temos acesso à Palavra de Deus escrita como nunca antes, em todos os formatos e para todos os gostos. No entanto, parece nunca ter existido tão pouco interesse espiritual genuíno pela Palavra de Deus. Em muitos círculos, ela está reduzida a somente mais um livro, com algumas ideias interessantes, mas com muitos erros e sem grande relevância prática. Cada vez menos, a Palavra de Deus é lida como alimento, luz, instrução, orientação, correção; como a revelação de Deus. De acordo com um estudo realizado em 2012 pela LifeWay, somente 20% dos frequentadores das igrejas evangélicas afirmam ler a Bíblia todos os dias. Nos dias de Neemias, contudo, o povo sentiu fome da Palavra ao ponto de ficar de pé durante seis horas a ouvir a sua leitura e explicação, sempre com “ouvidos bem atentos”. Teremos nós de sofrer dura repreensão de Deus, passando por cativeiro, para nos apegarmos novamente à leitura e estudo da Palavra?
No seguimento do texto de Neemias, lemos que à medida que os líderes liam, também davam explicações sobre o texto. Além da Palavra ter sido lida com toda a clareza, era necessário explicar o seu sentido. Era necessário que o povo não só a ouvisse, mas que a entendesse. Não nos basta ler e conhecer a Bíblia. Precisamos compreendê-la, meditar nela, estudá-la com afinco, refletir sobre as suas implicações e aplicações. Para isso, é necessário não só o tempo individual de leitura e estudo, mas também todas as oportunidades de leitura e estudo em grupo sob a orientação de servos idóneos, capacitados por Deus com o dom do ensino.
Percebemos que o povo compreendeu claramente o sentido da Lei que estava a ser lida quando os líderes tiveram de pedir que não chorasse mais. A profunda comoção de ouvir as palavras do seu Deus verteu em lágrimas. Lágrimas de arrependimento: imaginemos como se terão sentido, por exemplo, ao ouvir o texto de Deuteronómio, em que Deus coloca perante o povo a escolha entre a bênção e a maldição (Deuteronómio 30:19-20); que pensamentos, ao perceber a destruição e o sofrimento que haviam caído sobre eles, simplesmente por não terem obedecido. Mas, também, lágrimas de alegria pelo perdão e pela restauração que Deus já havia trazido sobre eles. Aliás, é neste sentido que se percebe a admoestação: “Não chorem mais. Vão festejar! Comam, bebam e partilhem com quem não tem. Este dia é consagrado ao Senhor.”
Finalmente, lemos acerca de uma segunda aproximação ao livro da Lei, no dia seguinte, por parte dos chefes das famílias. Voltaram a Esdras e atentaram novamente para o texto bíblico, essencialmente para fazerem uma aplicação prática do que havia sido lido. A Lei havia sido lida, compreendida e agora deveria ser aplicada. Neste caso, era tempo de recordar a travessia do povo pelo deserto, assim como o cuidado e provisão de Deus durante esse período de tempo. Nunca, desde os tempos de Josué, a celebração da Festa dos Tabernáculos tivera tal intensidade e abrangência.
A nós também, não nos basta ler a Bíblia e compreendê-la. Há que aplicá-la, cumprir o que ela diz. A reverência que Deus pede de nós em relação à Palavra é a nossa obediência completa ao seu conteúdo: “Sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a nós mesmos.” (Tiago 1:21) Enganamo-nos, ao julgar que o pouco que sabemos e as ideias vagas que temos acerca do que a Bíblia diz é suficiente; enganamo-nos com discursos e racionalizações vãs; sentimo-nos imunes ao mal e acima de qualquer necessidade de submeter a nossa vida a uma efetiva obediência prática à Palavra de Deus.
Que através da leitura, compreensão e aplicação quotidiana da Palavra de Deus, possamos, de facto, dizer que ela é o alimento para a nossa alma e a luz para o nosso caminho.

17/11/2013

Recomeços… Como membros de um mesmo povo


Parecendo, à primeira vista, um mero registo genealógico dos que regressaram a Jerusalém, o primeiro impulso é saltar a leitura do sétimo capítulo do livro de Neemias. Mas fazer isso significaria perder algumas lições importantes, as quais resultam, precisamente, desse registo algo repetitivo de famílias e números. Ora vejamos: a reconstrução do muro tinha sido concluída em 52 dias. Tinha ficado patente que o mérito pela rápida e bem sucedida reconstrução era devido a Deus e chegara o tempo de organizar as coisas por dentro.
Nos primeiros três versículos deste capítulo, aprendemos que este era um povo disposto a servir. Aqueles que estavam destinados para o trabalho no Templo trabalharam como pedreiros e serventes e, finda a reconstrução, voltaram às funções habituais como porteiros, cantores e levitas. Neemias identificou em Hananias qualidades dignas de um servo – “homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos” e colocou-o como líder do povo. Entre os habitantes da cidade manteve-se a disposição para servir, de maneira que a responsabilidade de defender a cidade foi partilhada por todas as famílias, “cada um diante da sua casa”. Este deve ser o padrão também para nós. O alcance dos ministérios da igreja depende diretamente da disposição que os seus membros têm para servir. Deus dará os recursos e sustentará a sua obra usando cada um de nós. Temos de nos tornar mais do que meros assistentes nos cultos dominicais, crescendo em zelo e dedicação, como servos úteis e dispostos a fazer o que for necessário na obra de Deus.
É nos versículos 5 a 66 que lemos o registo de todos os que voltaram a Jerusalém com Zorobabel e que Neemias volta a citar. Esta referência a quantos eram e quem eram despertava e aprofundava o sentido de pertença de um povo que tinha passado por várias décadas de exílio. Cada indivíduo deveria saber-se parte útil e necessária deste povo. Mas a utilidade desta genealogia não era somente reforçar a identidade do povo. Desde Abraão, este povo carregava uma promessa e de uma missão: “multiplicarei a tua descendência como as estrelas do céu e lhe darei todas estas terras; e por meio dela serão benditas todas as nações da terra”. Da sua descendência viria Aquele que seria a bênção para todos os povos. Este era, portanto, um povo missionário, porque lhe competia anunciar a promessa de Deus e ser o próprio canal para o seu cumprimento. Assim sendo, cada uma das genealogias que encontramos, desde o Pentateuco até ao registo no nascimento de Jesus, constituíam uma garantia de que o povo de Deus era preservado e estavam garantidas as condições para Deus cumprir a sua promessa de abençoar todos os povos, através do seu Descendente. A importância de manter vivo o registo das linhagens das quais sairia o Salvador é reforçada pelos versículos 61 e 64 que fazem referência a alguns que se juntaram ao povo, mas cujos registos de linhagem judaica não foram localizados. Hoje, a igreja é o povo que serve de canal a esta promessa. Hoje, a igreja é o povo que anunciará a bênção a todos os povos. Somos os responsáveis por comunicar a vinda do Messias e anunciar a bênção disponível para todos. Que não falhemos nesta disposição!
Finalmente, dos versículos 70 a 72 lemos sobre aqueles que contribuíram generosamente para a obra de Deus, começando nos próprios líderes. Dinheiro, utensílios e vestes foram ofertados para a retoma das celebrações no templo. Esta generosidade, que se encontra presente em diversos outros momentos da vida do povo, lembra-nos a forma como devemos ser um povo disposto a contribuir. E é tempos difíceis como este que se revela a generosidade autêntica que depende muito mais da disposição do coração do que do conteúdo da carteira. A dimensão e o alcance daquilo que a igreja concretiza também dependem da contribuição dos seus membros. É verdade que Deus é o dono de todos os recursos e bens e ele providencia-os conforme a sua vontade. Mas é verdade, também, que os recursos que Deus quer usar são aqueles que ele já colocou nas nossas mãos.
Sejamos, então, um povo disposto a servir, a anunciar e a contribuir. Estes elementos não esgotam a responsabilidades de ser parte deste povo, mas são um bom ponto de partida.