26/09/2013

Recomeços… Na Escola

Ao observar o exemplo dos reconstrutores do muro de Jerusalém, no capítulo três de Neemias, encontramos um conjunto de atitudes que nos podem ajudar a encarar o ano letivo que agora começou: como se fosse um muro que precisa ser construído.
Entrega. Logo no versículo um, lemos que o sumo-sacerdote, juntamente com os demais sacerdotes, se levantaram para edificar uma parte do muro e consagraram aquela que era conhecida como a Porta das Ovelhas. Este momento de dedicação simboliza a entrega de toda a obra a Deus. A primeira atitude necessária para todos os que iniciam o ano letivo é dedicá-lo a Deus. Ao entregarmos o ano letivo a Deus, estamos a reconhecer que tudo é para a Sua glória e a assumir o compromisso de vivermos acordo com a Sua vontade e não a nossa.
Preparação. No versículo 5, lemos que os nobres de Tecoa não quiseram participar na obra. A expressão “não meteram o pescoço ao serviço de seu Senhor” demonstra que eles sabiam bem que este trabalho seria difícil, com custos elevados e, por isso, não participaram. Alunos, pais e professores devem partir para um novo ano letivo com a consciência de que o trabalho que os espera será duro e terá os seus custos. A carreira será trabalhosa, mas certamente recompensadora.
Empenho. O versículo 20 fala-nos de Baruque que construiu com “muito ardor”. Esta expressão aponta para uma atitude de muito empenho e esforço. Portanto, perante a realidade de um trabalho duro e com custos, espera-se que nos apliquemos de forma empenhada e esforçada. Isto não significa que tenhamos que ser melhores do que os outros em termos de resultados e aproveitamento, mas que sejamos o melhor que conseguimos ser. O resultado suficiente que “dá para passar” não é o nosso alvo. Devemos procurar a excelência que é “o melhor que eu consigo”, com a ajuda de Deus.
Colaboração. No versículo 21, e noutros ao longo deste capítulo, lemos sobre construtores que não se ficaram pela construção da parte do muro que lhes havia sido atribuída inicialmente, mas dispuseram-se a construir “outra porção”. A nossa vida é feita de relacionamentos: em sociedade, no trabalho, na família, na igreja e, também, na escola. E, por isso, este sentido de colaboração e companheirismo é absolutamente fundamental. Não só no sentido de quem ajuda, mas também de quem necessita e aceita ser ajudado. Como é natural, existem diversas atividades letivas que pressupõem a não colaboração, como a realização de trabalhos e testes individuais. No entanto, com essas exceções, é fundamental aprender a articular-se com os outros, de forma a potenciar o crescimento e desenvolvimento de todos. É curioso verificar que Neemias salienta o facto de as filhas de alguns construtores também terem ajudado na reconstrução. O ano letivo precisa ser, essencialmente, uma atividade em que toda a família se envolve e colabora.
Responsabilidade. No versículo 28, Neemias dá conta que muitas pessoas reconstruíram a porção do muro onde se situava a sua própria casa. Ou seja, foram diretamente responsáveis por garantir a sua própria proteção. Investir no ano letivo tem um interessante paralelo com este facto porque, na verdade, todo o trabalho desenvolvido irá contribuir para a construção do nosso futuro. Investir no ano letivo com responsabilidade e comprometimento significa, por isso, investir na própria segurança e proteção.
Superação. Finalmente, lemos no versículo 30 uma referência ao “sexto filho de Zalafe”. Neemias não se limita a dizer que era o filho de Zalafe. A referência expressa ao facto de ser o sexto filho está certamente ligada à ideia de que este seria, provavelmente, o mais novo, logo, com menos preponderância social e menos recursos. Lembra-nos a forma como Deus escolheu David, o mais novo e desconsiderado dos filhos de Jessé, em detrimento dos filhos mais velhos, fortes e com aparência robusta. A realidade é que a valiosa participação na reconstrução do muro, bem como o empenhado desenvolvimento do ano letivo é possível para além das limitações. Sejam elas dificuldades de aprendizagem, de saúde, económicas, ou familiares. No final das contas, dedicando o ano letivo ao Senhor, tendo a consciência do trabalho duro que nos espera, enfrentando-o com empenho, com disposição para a colaboração e com um apurado sentido de responsabilidade, poderemos construir com sucesso este ano letivo, ultrapassando todas as dificuldades e limitações.

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