25/09/2013

Recomeços… Com Sujeição E Determinação



Normalmente, sujeição é entendida como uma atitude fraca e passiva que revela falta de iniciativa e de vontade própria; na nossa conceção, uma pessoa que se sujeita a outra nunca poderá ser determinada nas suas intenções e ações. Por outro lado, chamamos determinado a quem se revela pró-ativo, decidido, forte, perseverante e enérgico. Assim, sujeição e determinação parecem traços de personalidade completamente antagónicos que dificilmente coexistirão na mesma pessoa. 

O segundo capítulo de Neemias pode surpreender-nos ao revelar uma equilibrada e saudável combinação de ambas as características. Por um lado, vemos um homem que se sujeita à soberania de Deus em cada momento da sua vida. Desde o pedido que apresenta a Artaxerxes, para ir a Jerusalém reconstruir os muros, até à solicitação de recursos que necessitaria para esse projeto, Neemias tem a clara consciência de que o mérito estava sempre do lado de Deus. Depois do rei lhe ter concedido o que pedia, Neemias não declara a generosidade do rei, nem muito menos a sua própria capacidade de argumentação ou de apresentação dos pedidos. Neemias declara: “E o rei mas deu, graças à mão benéfica do meu Deus sobre mim”. Na mente de Neemias não existiam quaisquer dúvidas. Ele estava submisso e dependente de Deus e reconhecia que tudo o que recebera havia sido atribuído pelo próprio Deus.

A par e passo, Neemias demonstra uma impressionante determinação. Desde a organização e planeamento que levou a cabo, ainda antes do rei lhe ter concedido o que pretendia, até ao confronto direto e destemido com os opositores da obra, passando pela coragem com que motivou os seus compatriotas, Neemias mostra que era tudo menos passivo e fraco. Mais, a sua determinação não é mais do que o resultado da sua própria sujeição a Deus. Ao saber que está dependente de Deus e que tudo o que recebe lhe foi dado por Ele, desde os recursos até ao próprio desejo de realizar esta obra, Neemias tem a convicção que o rumo que está a seguir não é o seu, mas o de Deus. E, por esta razão, avança com determinação, sem vacilar, sem medo, enfrentando e ultrapassando todos os obstáculos. Esta saudável combinação de sujeição a Deus e determinação é percebida, com extraordinária nitidez, no versículo 20, deste capítulo: “Então lhes respondi: O Deus do céu é quem nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos: mas vós não tendes parte, nem direito, nem memorial em Jerusalém”.

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