15/04/2006

Rituais

O homem vive de rituais.

Rituais no que respeita à sua alimentação, vestuário, trabalho, lazer, etc. Naturalmente, esta tendência estende-se à sua vertente espiritual.

Quando questionamos alguém sobre alguma área da sua espiritualidade ou religiosidade, na sua mente, aparecem automaticamente imagens dos rituais a que está habituado. Relembra-se dos rituais que pratica na sua igreja, os quais deve ter aprendido desde criança.

Existem momentos religiosos, serviços religiosos, ocasiões especiais, aos quais as pessoas estão habituadas. Seja o "lava pés", seja a "Eucaristia" ou a "Ceia do Senhor", seja o levantar ou o sentar, o cantar ou o repetir algo memorizado, etc, etc.

Mas, qual é o efeito que o ritual tem sobre a nossa vida? Recorremos a ele, porque nos confere segurança: "Sabemos com o que podemos contar." É previsível, é seguro, é bom mantê-lo, porque "sempre se tem feito assim".

Parece-me que, no entanto, o ritual retira a vida à expressão religiosa. Espartilha os movimentos, os pensamentos e os sentimentos. Sufoca a real e espontânea expressão do que nos apetece fazer. O ritual entorpece, anestesia, deixa adormecida a própria consciência.

Ouse quebrar o RITUAL!

VIVA, SINTA, SABOREIE, CHEIRE, CHORE, RIA, GRITE, LOUVE, ADORE!!

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