20/04/2006

Dualismos

Quase todas as igrejas apresentam a sua leitura da vontade de Deus, sob uma forma de dualismo.

Por exemplo, a abordagem mais tradicional é a do dualismo "certo/errado". Por um lado, é ensinado o que se deve e não se deve fazer, por força dos conceitos de moralidade. Por outro lado, as pessoas são convidadas a aproximarem-se da igreja porque o seu entendimento da Bíblia é o certo.

Outras igrejas têm uma abordagem mais pragmática. O dualismo que apresentam é mais orientado para os resultados. Trata-se da ideia de "funciona/não funciona". No caso destas igrejas, o convite é, normalmente, feito com uma vertente de "prosperidade" muito acentuada, na medida em que os problemas que a pessoa tem vão ser resolvidos.

Ainda outras igrejas existem que apelam ao dualismo "satisfação/insatisfação", procurando enfatisar o bem-estar interior e a realização que a pessoa receberá.

(Além destes dualismos, existem inúmeras abordagens diferentes.)


Parece-me que, em primeiro lugar, não são completamente bíblicas as abordagens que enfatizam que o que as pessoas têm que fazer é aproximar-se ou pertencer a esta ou àquela igreja. Jesus nunca chamou as pessoas para igreja nenhuma. Ele chamou-as, isso sim, para Si e para o Pai! (A vivência em igreja é uma "efeito secundário", ainda assim importante e necessário.)

Por outro lado, o dualismo a que Jesus fez mais referência não foi nenhum dos acima indicados, mas sim ao dualismo "vida/morte". Jesus chegou a dizer que a própria Vida Eterna era conhecer Deus e Ele próprio. Jesus apresenta as coisas de uma forma muito simples e nem por isso de forma muito popular: Quem O conhece TEM a vida, quem não O conhece, já está condenado!


Esta é a ênfase que TODAS as igrejas têm que recuperar: VIDA EM JESUS E SOMENTE EM JESUS!!

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